Mato Grosso do Sul terá delegacia de crimes rurais

O objetivo é garantir maior segurança ao setor da agropecuária

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O Diário Oficial do Mato Grosso do Sul, desta quarta-feira (28), traz uma notícia esperada há décadas pelo setor agropecuário. O Estado passa a contar com uma Delegacia Especializada de Combate à Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro). Com isso assume investigações específicas do setor antes investigados por outros setores da Polícia Civil.
A delegacia terá a missão de reprimir e investigar crimes como o abigeato, que é o furtos de animais domésticos no campo e nas fazendas. Também terá competência para investigar e reprimir crimes como subtrações de insumos, defensivos e maquinários agrícolas.
Dentre as primeiras ações está o mapeamento de estradas e propriedades rurais, tanto para análise criminal, como para formulação de políticas eficazes no combate aos delitos no campo. Além da criação de um banco de dados atualizado sobre veículos boiadeiros, empregadores, condutores de comitivas, motoristas de caminhões e outros dados de relevância que ajudem no combate a estes crimes.
Representantes do setor, acreditam que a delegacia especializada vai dar mais agilidade, rapidez e eficiência na resolução dos crimes. Luciano Leite, presidente do Sindicato Rural de Corumbá, defende que a medida do Governo do Estado atende a uma das principais reivindicações dos produtores da planície pantaneira, que é o combate preventivo e sistemático ao furto e receptação de gado, que tem causado grandes prejuízos econômicos e insegurança na região. “Com esse decreto, os produtores se sentem mais aliviados, pois o abigeato é um problema sério, temos uma região muito extensa e somente o apoio da Polícia Ambiental, que tem nos ajudado, não é possível combater esse tipo de crime”, disse.
A agilidade e eficiência na resolução de crimes também é destacada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Saito. “É de suma importância para o setor agropecuário, uma vez que representa mais segurança e tranquilidade às pessoas que vivem e trabalham no campo”, disse.