Laboratórios detectam variantes P1 e P2 do coronavírus em quase 41% das amostras sequenciadas em MS

Além das cepas P1 e P2, o Laboratório Central divulgou o mapa genômico, que mostra outros 8 genomas do coronavírus em circulação em Mato Grosso do Sul.

Lacen divulga mapa dos genomas do coronavírus que circulam em Mato Grosso do Sul — Foto: Lacen-MS/Divulgação

As variantes do coranavírus P1 e P2 foram detectadas em 40,94% das amostras sequenciadas de pacientes infectados pela Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Para o diretor do Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen-MS), Luiz Henrique Demarchi, o aumento da circulação das novas cepas no estado é fatídico.

O Lacen-MS divulgou o mapa genômico de 127 amostras que foram enviadas para sequenciamento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro, no Instituto Adolfo Lutz e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com a análise, além das cepas P1 e P2, outros 8 genomas (mutações) estão em circulação no estado.

Nas 127 amostras, foram detectadas os seguintes genomas, quantidades e nas cidades:

  • B.1.1.28 – 42 casos detectados em amostras de pacientes de Amambai, Aquidauana, Bandeirantes, Bonito, Campo Grande, Chapadão do Sul, Douradina, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Inocência, Itaporã, Itaquiraí, Jardim, Maracaju, Miranda, Nova Alvorada do Sul, Paranaíba, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Sonora, Tacuru e Três Lagoas;
  • B.1.1.33 – 24 casos detectados em amostras de pacientes de Água Clara, Anastácio, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Figueirão, Iguatemi, Ladário, Miranda, Rio Negro, Selvíria, Sonora, Três Lagoas e Vicentina;
  • P1 – 29 casos detectados em amostras de pacientes de Bodoquena, Campo Grande, Corumbá, Deodápolis, Eldorado, Itaporã e taquiraí;
  • P2 – 23 casos detectados em amostras de pacientes de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Eldorado, Iguatemi, Miranda, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina e Ponta Porã;
  • B1.1.274 – 1 detectado na amostra do paciente de Ladário;
  • B.1 – 3 detectados em amostras de pacientes de Campo Grande e Três Lagoas;
  • B1.1 – 1 detectado na amostra do paciente de Campo Grande;
  • B.1.1.247 – 1 detectado na amostra do paciente de Nova Andradina;
  • B.1.212 – 2 detectados em amostras de pacientes de Campo Grande e Chapadão do Sul;
  • B.1.240 – 1detectado na amostra do paciente de Fátima do Sul.

O diretor do Lacen explica que não são todos os testes feitos em Mato Grosso do Sul que são enviados para sequenciamento genético. “Nós mandamos uma porcentagem para monitoramento para saber qual a variante que está no estado, aquelas que são suspeitas de reinfecção e os suspeitos de alguma determinada variante”, esclareceu Demarchi.

Demarchi deixou claro às evidências sobre a a agressividade das variantes. O especialista disse que a A P2 é menos agressiva que a P1.

“Na P1, nós temos percebido uma maior piora no quadro clínico do paciente, uma dificuldade no quadro. Este pacientes apresentam um quadro mais severo na contaminação. Até mesmo o poder de contaminação é maior. Outra questão é que temos visto uma diferença nas respostas aos tratamentos naqueles contaminados com a P1”, disse o diretor do Lacen.

Para divulgar a informação, o site oficial do Governo de Mato Grosso do Sul apontou que a nova variante, a P1, “já predomina” em todo o estado. A cepa, que tem maior transmissibilidade, segundo o estudo, tem atingido a população mais jovem de Mato Grosso do Sul. Este grupo, infectado pela nova cepa, tem apresentado uma evolução mais rápida da doença e maior gravidade.

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