Em Toledo, no Paraná, Biopark fomenta soluções tecnológicas para a suinocultura

Desde equipamentos para uso durante o parto até a logística dos animais com foco no bem-estar, os produtos e serviços já estão no mercado e se apresentam como oportunidades para o setor

Foto: Assessoria Biopark
Instalado em Toledo, município com alta representatividade no agronegócio brasileiro, o Biopark tem contribuído com essa área por meio da atração de empresas que levam mais inovação para o campo. Desde equipamentos para uso durante o parto até a logística dos animais com foco no bem-estar, os produtos e serviços já estão no mercado e se apresentam como oportunidades para superar desafios de um setor de extrema relevância para o Paraná, principalmente para a Região Oeste do Estado, uma das maiores regiões produtoras de suínos do País.
A atuação do Biopark faz com que a demanda encontre a oferta, ou seja, ferramentas e produtos cheguem da ponta da cadeia até a industrialização. Dos mais de 120 negócios do Programa de Residência para Empresas do parque, 11 têm soluções para a suinocultura.
Entre as soluções está a Pig Save, produto inédito no mercado que consiste em uma “cinta massageadora” com a função de auxiliar o parto de suínos. “Durante o parto a cinta estimula a produção de ocitocina, o hormônio responsável pela contração, isso torna o parto mais rápido e diminui a chance de leitões nascidos afogados ou mortos. Além disso, o estímulo das vibrações ajuda na produção de leite na fêmea”, explica o proprietário da Mars Tecnologia, Maurício Nunes Vieira, que desenvolveu a solução em parceria com a Pigma Bem-Estar Animal.
Outra necessidade do setor é a sanidade animal, principalmente diminuir o uso de antibióticos. Por meio de tecnologia própria, baseada em Microbiomas Projetados (composto por bactérias que cooperam entre si para manter o ambiente equilibrado), a Global Saúde Biotecnologia, dispõe de probióticos naturais que tem auxiliado no ganho de peso dos leitões desmamados, diminuição da mortalidade, redução do uso de antibióticos e da geração de amônia. “Nossos produtos agem para que os leitões tenham uma maior resistência ou resposta imunológica mais eficiente, evitando e reduzindo os impactos dos agentes patogênicos e mesmo a necessidade de medicamentos frequentes”, explica o responsável comercial e de novos negócios da empresa, Sandro Schaedler.
Logística
Já a solução ComPig, da empresa Kingdra, auxilia na contagem de animais transportados nas etapas de produção dentro das granjas e também delas para frigoríficos. “Além de facilitar o controle interno na hora do transporte, a solução também auxilia na logística externa. Nesse caso é necessário documentação específica, como a GTA (Guia de Transporte Animal) e se houver diferença entre o número de suínos informado nas documentações e o presente no caminhão, o produtor é penalizado com multa”, explica o sócio proprietário da empresa, Mario Cabezaolias de Santis.
O objetivo é combater o problema relacionado ao erro de contagem de animais, por meio da captura de imagens no momento do carregamento, identificando cada suíno com um código ID, semelhante a um RG. “O algoritmo gera um ID para cada suíno evitando que o mesmo seja contabilizado duas vezes. Esses dados são processados e o sistema gera um relatório completo sobre carregamento, incluindo número de animais e tempo de carregamento”, acrescenta Mario.
Garantir bem-estar animal durante a fase de transporte é o foco da Transpork, solução da Lebenlog. “O animal machucado, fatigado, com dificuldade de locomoção, ou até mesmo morto, causa perdas significativas no faturamento e até mesmo interfere na qualidade da carne. A nossa solução realiza o monitoramento de cargas vivas, com foco em aumentar a qualidade do produto final, além de promover o bem-estar”, explica Vitor Hugo Pereira, sócio da empresa.
Um sistema acoplado na carroceria do caminhão coleta dados como duração do embarque e desembarque, temperatura e umidade média, curvas e freadas bruscas, paradas desnecessárias e tempo de viagem. Os dados são tratados e analisados através de um algoritmo de bem-estar criado pela empresa, o que ajuda na implementação de planos de melhorias dentro do serviço logístico.
Entre as empresas residentes também se destacam as voltadas para o tratamento de dejetos gerados pela atividade, principalmente voltados para produção de insumos biológicos e ainda um triturador de carcaças, como o produzido pela Arfo do Brasil.
De acordo com o diretor institucional do Biopark, Victor Donaduzzi, uma das atuações do Parque é fomentar o surgimento de novas tecnologias e a conexão delas com quem realmente precisa. “Queremos promover a conexão das empresas que geram a solução com as empresas e produtores que tenham a demanda. Levar mais inovação e tecnologia vai garantir um setor mais tecnificado  e com maior produtividade. Também temos inovações importantes em nosso ecossistema na piscicultura, avicultura e agricultura”, comenta.