Produtores de Maracaju já colheram em torno de 10% da soja, segundo a Aprosoja/MS

Lavoura de soja de Maracaju, com colheita neste domingo (21). Produtores aproveitam o tempo bom para colocar as máquinas no campo. Foto: Vanessa Bordin
Mesmo com atraso para iniciar a colheita da soja, os produtores rurais da região de Maracaju (MS) estão com as máquinas no campo e nesta semana, o avanço da colheita pode chegar a 10%. Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), a estimativa é de safra recorde em 2021.
O presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi, disse em entrevista à Rádio Cidade, na tarde desta segunda-feira (22), que o produtor rural de Maracaju fez um bom manejo fitossanitário, no tempo certo, prevenindo o surgimento de doenças e de pragas, e destacou que o resultado desse trabalho deve vir com boas produtividades da soja. “Ainda é cedo para estimarmos toda a safra deste ano, porque temos, até agora, uma média de 9 a 10% da área de Maracaju colhida, mas os produtores estão otimistas e têm falado em boas produtividades, acima do esperado”, frisou Dobashi.
Chuvas
Neste início de 2021, a região de Maracaju registrou cerca de 500 milímetros de chuva, uma média acima do normal para esta época do ano, o que, segundo André Dobashi, chegou a assustar o produtor, porém sem interferir no desenvolvimento do grão. “Tivemos um outubro muito seco, atraso na semeadura e um alongamento nesse ciclo da soja, com colheita um pouco atrasada. Mas o que prejudica, na verdade, é na semeadura do milho safrinha. Temos menos de 5% do milho semeado no estado, e em razão desse atraso da colheita”, analisou o presidente da Aprosoja/MS.
Dessecação
Importante também destacar que o produtor deve realizar uma boa dessecação da cultura, porque, como avaliado pelo André Dobashi, esse olhar do produtor agora pode evitar o aparecimento de ervas daninhas no milho, por isso, o controle em fazer a dessecação na pré-colheita e no período pré-plantio.