Preços do boi gordo sobem e tendência de alta segue até março

Foto: Sérgio Medeiros_Canal Rural
Semana de avanços no mercado spot de boi gordo, de acordo com a Agrifatto. Em consequência da escassez de animais prontos para preencher as programações de abate, os frigoríficos se veem na posição de fazer ofertas maiores para concluir negociações, que, ainda assim, são raras.
Em São Paulo, as escalas atendem os próximos 5 dias úteis, com os preços orbitando a faixa dos R$ 280/R$ 285 por arroba. Algumas negociações em patamares maiores, como R$ 290 por arroba, começam a ser vistas, mas ainda não são fortes o suficiente para alterar a média.
Dia positivo também na B3, com os preços retornando aos vistos no início de novembro de 2020. O contrato para janeiro de 2021, o mais negociado do dia, encerrou com valorização de 1,35% na comparação diária, cotado a R$ 289,45 por arroba. Destaque para o fevereiro de 2021, que pela primeira fechou na casa de R$ 290, negociado a R$ 290,20 por arroba, alta de 1,70% ante a véspera.
Mercado Físico – 12/01/2021 – Preços livres de Funrural
GO Goiânia
271,00
273,00
GO Reg. Sul
269,00
271,00
MS Dourados
269,00
271,00
MS C. Grande
266,00
268,00

Scot Consultoria


Mato Grosso do Sul
No estado, em junho de 2020, as cotações já eram altas. O preço do boi gordo era negociado a R$ 187 por arroba, em Campo Grande, seguindo as tendências para o ano. Em 2021, especialistas afirmam que os preços devem permanecer em alta.
Análise
A oferta restrita de animais segue ditando o ritmo dos negócios neste início de ano, cenário que deve se manter até março, segundo analistas. O mercado físico de boi gordo intensificou o movimento de alta nos preços nesta terça-feira (12). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda é regido por um quadro de oferta anêmica em grande parte do país e, nessas condições, torna-se compreensível a dificuldade que os frigoríficos enfrentam na composição de suas escalas de abate.
No geral, o movimento de alta é muito agressivo neste início de ano. Resta saber, conforme Iglesias, qual será a reação dos frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico, uma vez que a margem operacional está bastante apertada. “A expectativa é que haja algum avanço da oferta a partir de meados de março, quando os animais de pasto devem estar aptos ao abate”, diz Iglesias.
(Com informações Canal Rural)