Integração Lavoura-Pecuária avança em MS

Vanessa Bordin – Maracaju Hoje
As discussões em torno da integração lavoura-pecuária (ILP) avançam em Mato Grosso do Sul, principalmente, em torno do cumprimento da Agenda 2030 e das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas. Na última semana, em um evento online promovido pela Embrapa, a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, disse que precisamos, ainda, avançar em sustentabilidade no país, e afirmou que o Brasil é um dos únicos países capazes de garantir segurança alimentar.
“Nossa produção contribui para garantirmos segurança alimentar. Somos guardiões de biomas, adotamos práticas agrícolas sustentáveis que reforçam nosso empenho no desenvolvimento da agricultura de baixo carbono, porém, precisamos avançar mais em sustentabilidade. O Brasil tem um grande potencial agro ambiental”, destacou a Ministra, defendendo cada vez mais discussões como esta com os Estados e os responsáveis pelo setor agro.
O seminário técnico virtual “Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária” foi apresentado ao vivo pelo canal da Embrapa no Youtube e contou também com a participação do presidente da Embrapa, Celso Moretti, além de cientistas e especialistas em agricultura e desenvolvimento sustentável.
Para Celso Moretti, o Brasil contribui desde a década de 70 com potenciais na integração da lavoura e pecuária e a Embrapa tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias na ILP.
 “Contamos com 870 pesquisadores e analistas de todas as unidades da Embrapa no país. Temos centenas de desafios até 2030, quando a demanda por alimentos, água e energia será muito maior. Por isso, acredito que o Brasil seguirá com um trabalho estratégico para promover mais segurança alimentar e faremos isso de forma sustentável, protegendo o meio ambiente, e contribuindo mais para a integração lavoura-pecuária, salienta.
Lavoura-pecuária
A ILP é um sistema de produção intensiva que envolve algum tipo de interação entre as atividades agrícola e pecuária.
“Nesses sistemas, a produção é diversificada e tem como base o uso de práticas como a sucessão, rotação e consórcio de culturas em plantio direto. Como resultado há redução de riscos, melhorias na qualidade do solo, entre outros benefícios, o que proporciona maior sustentabilidade e rentabilidade ao produtor”, disse Rodrigo Arroyo Garcia, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados.