À espera de resposta, aprovados em concursos fazem manifestação

As provas dos concursos para efetivo das polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros foram realizadas nos dias 12 de agosto e 2 de setembro, porém sete meses e alguns imbróglios depois, os aprovados continuam à espera até de informações. Inconformados, eles realizaram uma manifestação pacífica durante a realização da prova Corrida da Paz do Exército neste domingo (10).

Aproximadamente 20 candidatos ergueram faixa e cobraram o Governo do Estado sobre o andamento do concurso. Um dos manifestantes, de 27 anos, que não quis revelar o nome, reclama da falta de informações, desde que o TAF (Teste de Aptidão Física), que seria realizado entre os dias 8 e 12 de dezembro, foi suspenso em 6 de dezembro. “Precisamos nos preparar”, alega.

No final de janeiro o titular da SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização), Roberto Hashioka, informou que em até 40 dias, o teste seria realizado. O prazo vence no início desta semana.

“Muitos concurseiros são pais de família e deixam de trabalhar para se dedicar aos estudos. Essa paralisação (no andamento do concurso) cria expectativas e transtornos de ansiedade”, argumenta o candidato que estuda para concursos desde 2014.

Na mesma época candidato havia se inscrito em outro concurso em Santa Catarina, mas como as datas das provas coincidiam, ele desistiu de realizar as provas naquele estado. Entretanto precisou arcar com os custos de hotel e passagens que já havia comprado.

Os manifestantes alegam que o Estado passa por carência de efetivo, o que também seria um motivo para que as pendências quanto aos concursos fossem resolvidas o mais rápido possível.

Outro concurseiro que participou da manifestação foi Vinicius Rodrigues, de 25 anos, que estuda para concursos há dois anos. Ele atenta também para altos custos em relação ao próprio concurso. “São valores altos de exames médicos, além da inscrição e teste psicológico”, enfatiza. Segundo ele, o valor de inscrição e do teste psicológico foram de R$ 270,00 e os exames, entre eles toxicológicos, cardiológicos e neurológicos, podem chegar a até R$ 2.500,00 para quem não tem plano de saúde.

“Até agora não deu em nada. A gente liga na Fapems e na SAD e eles não têm informações. É um descaso do governo. Por isso estamos cobrando essa divulgação do cronograma”, diz Vinícius que para se sustentar está trabalhando como motorista de aplicativo. “Ninguém quer contratar quem está a espera de resultado de um concurso”, explica.

Fonte: Campo Grande News.